segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

MURAL

 
                                       
                                             O "BRAVA" VEM DE MANSINHO
                                             CORRE AS ILHAS UMA A UMA
                                             DEIXANDO PELO CAMINHO
                                             LENÇÓIS E RENDAS D'ESPUMA
 
                                             A ESTA TERRA PORTUGUESA
                                             RECHEADA DE BELEZA
                                             ORGULHO DE PORTUGAL
                                             O "BRAVA" TRAZ CERTAMENTE
                                             ABRAÇOS DO CONTINENTE
                                             AO BOM POVO DO FAIAL
 

Pela arte, por tradição ou por superstição, é hábito as tripulações dos veleiros que escalam a Marina da Horta, aí deixarem uma recordação pela sua passagem.
 
Segundo consta tudo terá começado nos anos cinquenta do século passado, quando as tripulações dos navios de guerra da Armada Portuguesa, por ali passavam com a missão de patrulharem as águas territoriais portuguesas.
 
Assim aconteceu com o NRP"Brava", tripulação da qual fiz parte entre 1973 e 1974.
 
A imagem publicada, é anterior a esse período, duma outra passagem pelas ilhas dos Açores, e elas foram várias ao longo dos 20 anos em que fez parte da Armada Portuguesa - 1956 ano do lançamento á água nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, até 1976 ano do seu abate ao efetivo.


 

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Imagem 1: retirada da Revista da Armada, nº8 - Maio 1972
Imagem 2: retirada do GOOGLE

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A ILHA BRAVA

O NRP Brava fazia parte dos navios da chamada Classe Maio, eram oito unidades. Sete delas receberam nome de ilhas de Cabo Verde.
Este texto é uma pequena apresentação da ilha que lhe deu nome.

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Vila_Nova_Sintra.jpg;
 
Brava é uma das ilhas mais verdes de todo o arquipélago de Cabo Verde e a sua riqueza de flores abunda os olhos de quem, um dia, a proclamou como a "ilha das flores".
Brava destaca-se, ainda, pela beleza que compõe os ilhéus que, ao largo da costa norte da ilha, acolhe colónias de aves marinhas muito raras.

http:/www.Flickr.com/photos/13385504@N05/sets/72157620771868887

É a mais pequena das ilhas habitadas do arquipélago, com apenas 64 km2 e um comprimento máximo de 9 km. Tem cerca de 6800 habitantes (2000) e conta com apenas um concelho, Brava, cuja sede é Vila Nova de Sintra, assim batizada devido às suas semelhanças com Sintra.

Para além do português, língua oficial, o crioulo cabo-verdiano é usado no dia-a-dia pela maioria da população da Brava. Existe uma variante local do crioulo cabo-verdiano.

http:/www.flickr.com/photos/13385504@N05/sets/72157620771868887
 
A ilha tem uma escola, um liceu, uma igreja e uma praça, a Praça Eugénio Tavares.
De características vulcânicas, é um território bastante montanhoso, com picos muito elevados e vales profundos, atingindo uma altura de 976 metros no Pico das Fontainhas.

A ilha Brava foi descoberta em 1462 pelos portugueses e mais tarde tornou-se num entreposto de escravos. Depois de os primeiros habitantes, provenientes da Madeira e do Minho, essencialmente, se terem estabelecido por volta de 1540, a ilha começou a ser mais intensamente povoada por volta de 1620 pelos habitantes em fuga da ilha do Fogo, que fica a cerca de 20 quilómetros, assustados com as constantes erupções do vulcão local.

A personalidade mais conhecida da ilha Brava é o músico Eugénio Tavares, que se dedicou à tradicional "morna", canta em português e crioulo.

Fontes:
www.turismo.cv/brava   e   www.infopedia.pt/$ilha-brava

domingo, 4 de agosto de 2013

NRP "BRAVA" - 1


 
A baía de Ponta Delgada, ao fim do dia, em 8 de Julho de 1973.


O NRP“Brava” ao lado do NRP“Fogo”, que se preparava para no dia seguinte zarpar com rumo a Lisboa, depois de terminada a sua comissão de serviço no mar dos Açores.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A PRIMEIRA VIAGEM DO NRP "BRAVA"

 

 
Estas imagens foram colhidas aqui.


Desde meados de 1973, quando destacado para este navio, tinha como adquirida a informação, que a sua proveniência seria, França, e como oferta da Marinha de Guerra Francesa às autoridades portuguesas, após o fim da II Guerra Mundial.
 
Agora, em deambulações pela internet, obtenho mais dados, que aqui deixo. 
 
Fazia parte (abatido ao efetivo) dos navios da chamada Classe Maio, três oriundos de França aos quais acrescentou mais cinco construídos em Portugal, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, do Mondego e do Arsenal do Alfeite.
 
Sete destes navios receberam nomes de ilhas de Cabo Verde: NRP"Maio" (P587), NRP"São Nicolau" (P589), NRP"Brava" (P590), NRP"Fogo" (P591), NRP"Boavista" (P592), NRP"Santo Antão" (P593) e NRP"Santa Luzia" (P594). O oitavo recebeu o nome de NRP"Porto Santo" (P588).
 

O NRP"Brava", foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, e entregue á Marinha de Guerra Portuguesa, em Dezembro de 1956, altura em que faz a sua primeira viagem, em direção á Base Naval do Alfeite. 
 
O NRP"Brava" era um navio-patrulha, navio de guerra, de pequena dimensão e com baixo poder de fogo.
Existem vários tipos de navios-patrulha adaptados a vários tipos de missões.
Os navios-patrulha, destinam-se principalmente ao patrulhamento da (ZEE) zona económica exclusiva, de cada país.
O relativo baixo custo destes navios, origina que seja o tipo de navio de guerra, mais comum no mundo.

Este quadro foi obtido aqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TRIPULANTES DO NRP "BRAVA" [001]

Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

O autor deste blogue ( Correia - mar E ), em 1973, no porto da cidade de Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, Açores.


Nos primeiros tempos do início de comissão de serviço, iniciada a 8 de Julho, terminando passados cerca de 9 meses.

domingo, 23 de dezembro de 2012

NAVIOS DA ARMADA AFUNDADOS

A imagem é inédita em Portugal. Dois antigos navios de guerra foram afundados ao largo de Portimão. Os explosivos foram detonados para que navios submergissem em pouco mais de 2 minutos. A Corveta Oliveira e o Carmo e o Patrulha Zambeze vão servir de museu subaquático a duas milhas de Alvor, ver.